
É um erro vulgar confundir o desejar com o querer. O desejo mede os obstáculos; a vontade vence-os !
Alexandre Herculado
Sabe aquelas promessas que fazemos no final do ano? Quantas você conseguiu cumprir? Acredito que a grande maioria das pessoas não consegue realizar esses desejos do ano novo. Sempre temos opções: o sim o não, a esquerda ou a direita, o querer ou não querer, o preto ou o branco a vida é feita de escolhas e elas estão todos os dias a nossa frente.
Algumas vezes desejamos muito uma coisa... Pode-se desejar materialmente ou psicologicamente: pensamos no modelo de carro, o nosso apartamento, a pessoa perfeita o trabalho ideal a vida utópica em nossa mente. Para alcançar esses objetivos tantos obstáculos tem que ser suplantados. Economia de dinheiro, trabalho duro, acordar cedo, perder alguns feriados, aprender a relacionar-se adequadamente com as pessoas, esquecer alguns defeitos e aceitar as diferenças.
Quando conseguimos alcançar esses objetivos, nos sentimos ótimos. Borboletas no estômago, aquela risada nervosa, ansiedade, felicidade o coração batendo forte ou agindo como uma criança que recebe um novo brinquedo. Reações que geralmente rondam nosso corpo no momento da conquista de um objetivo. Contudo...com o passar do tempo aquela pessoa ou aquele objeto se torna tão comum não dávamos o valor que merecia ou apenas desejávamos realmente não precisávamos, se é o que tínhamos vontade para nossa vida.
Muitas vezes confundimos o querer ou desejar com o realmente precisar. Desejamos por não ter, com isso idealizamos o que seria perfeito para nós. Não há nada de errado nisto. Entretanto, deve-se desejar e ao alcançar identificar se é mesmo o que precisávamos. Balancear a equação do sentimento com a realidade. Talvez a vida fique um pouco mais simples assim.
